DONA MARIA DE LOURDES, natural de Caraúbas-RN, nascida no dia 1º de
novembro de 1928, filha de RAIMUNDO NONATO DE ALBUQUERQUE(falecido em 1952) e
de FRANCISCA LIBÂNIA VIANA (falecida em 1946). Casou-se em Mossoró-RN, no
Religioso em 23 de outubro de 1963 e no Civil, no 4º Cartório Judiciário
de Mossoró, no dia 11 de janeiro de 1964,
com EDSON NUNES DE ARAÚJO, natural de Itaú-RN, nascido em 19 de março de 1942 e falecido em 13 de agosto de 1976, filho de
VICENTE BARRA DE ARAÚJO (falecido em 1945)
e de CUSTÓDIA ALEXANDRE NUNES (falecida em 1945), funcionária pública
federal aposentada. Mãe de dois filhos: JOSÉ EDOSN DE ALBUQUERQUE, natural de
Mossoró-RN, nascido em 13 de novembro de 1971, casado com FRANCISCA GOMES
TORRES FILHA, conhecida popularmente por FRANCINEIDE, natural de Apodi-Rn,
nascida em 20 de dezembro de 1969, filha de ANTONIO JARDIM TORRES, natural de
Itaú-RN, nascido em 8 de janeiro de 1924 e falecido em 10 de outubro de 1989; e
de FRANCISCA GOMES TORRES, conhecida por
Dona TOTA, natural de Apodi-RN, nascida em 7 de fevereiro de 1939 e falecida em
9 de julho de 2005, com uma filha ANNIE LÍVIA TORRES DE ALBUQUERQUE ARAÚJO,
natural de Mossoró-RN, nascida em 13 de setembro de 1997 e batizada no dia 27
de novembro de 1998; e eu MARIA LUZIA ALBUQUERQUE
DE ARAÚJO, natural de Mossoró-RN, nascida em 13 de dezembro de 1967.
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domingo, 27 de abril de 2014
EDSON NUNES DE ARAÚJO - ESPOSO DE DONA MARIA DE LOURDES
EDSON
NUNES DE ARAÚJO, natural de Itaú-RN, nascido em 19 de março de 1942 e falecido em 13 de agosto de 1976, filho de
VICENTE BARRA DE ARAÚJO (falecido em 1945)
e de CUSTÓDIA ALEXANDRE NUNES (falecida em 1945). Patrono de rua na cidade de Mossoró
JOSÉ EDSON DE ALBUQUERQUE - FILHO DE DONA MARIA DE LOURDES
Natural de Mossoró-RN, nascido em 13 de novembro de 1971, professor, casado com FRANCISCA GOMES TORRES FILHA
FRANCISCA GOMES TORRES FILHA - NORA DE DONA MARIA DE LOURDES
Conhecida popularmente por FRANCINEIDE, natural de
Apodi-Rn, nascida em 20 de dezembro de 1969, filha de ANTONIO JARDIM TORRES,
natural de Itaú-RN, nascido em 8 de janeiro de 1924 e falecido em 10 de outubro
de 1989; e de FRANCISCA GOMES TORRES,
conhecida por Dona TOTA, natural de Apodi-RN, nascida em 7 de fevereiro de 1939
e falecida em 9 de julho de 2005, professora do IFRN, Campus de Mossoró
quinta-feira, 24 de abril de 2014
MARIA LUZIA ALBUQUERQUE DE ARAÚJO - FILHA
NATURAL DE MOSSORÓ-RN, NASCIDA NO DIA 13 DE DEZEMBRO DE 1967, FILHA DE
EDSON NUNES DE ARAÚJO, NATURAL DE ITAÚ-RN, NASCIDO EM 19 DE MARÇO DE 1942 E FALECIDO EM 13 DE AGOSTO DE 1976, FILHO DE
VICENTE BARRA DE ARAÚJO (FALECIDO EM 1945)
E DE CUSTÓDIA ALEXANDRE NUNES (FALECIDA EM 1945); E DE MARIA DE LOURDES ALBUQUERQUE ARAÚJO, NATURAL
DE CARAÚBAS-RN, NASCIDA NO DIA 1º DE NOVEMBRO DE 1928, FILHA DE RAIMUNDO NONATO
DE ALBUQUERQUE, NATURAL DE CARAÚBAS, NASCIDO A 7 DE DEZEMBRO DE 1907 E FALECEU
EM SUA TERRA NATAL EM 1952: E DE
FRANCISCA LIBÂNIA VIANA (FALECIDA EM 1946).COMECOU SEUS ESTUDOS NO EDUCANDÁRIO
PRESIDENTE KENNEDY, CONCLUIU O ENSINO FUNDAMENTL NA ESCOLA MOREIRA DIAS; O
ENSINO MÉDIO NO EDUCANDÁRIO JERÔNIMO ROSDO. LICENIADA EM PEDAGOGIA NA
UERN-UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO NORTE, CAMPUS CENTRAL GOVERNADOR
CORTEZ PEREIRA, MOSSORÓ-RN, COM ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO NA UERN.
DEDICATÓRIA
Este trabalho dedico em especial a Deus, que é a
minha força para viver. Sem duvida a segunda pessoa abaixo de Deus a minha mãe
que incansavelmente sempre cuidou de nós (eu e meu irmão),nos tempos mais
significativos de nossas vidas ela estava do nosso lado, sempre preocupada com
a nossa felicidade. A meu irmão, José Edson, sem ele não seria completa a nossa
família. Annei Livia, foi um presente de Deus em nossa vida,(Deus a abençoe, sempre).
Franicineide sem ela, não teria a nossa princesinha (Livia). A Janine, (minha
afilhada) e Juliana.
UMA HISTÓRIA NA HISTÓRIA
Ouvi muitas vezes minha mãe falar da história
dela e me admirava da força e vontade de vencer, com honestidade que ela sempre
teve e têm. Muitos dos fatos aqui narrados eu não presenciei é claro, mas
acompanhei e acompanho uma significativa parte desta história, há também alguns
fatos que podem ser comprovados na vida histórica.
GENEALOGIA
Os
bisavós paternos da minha mãe eram: João de Melo e Francisca Gomes, os filhos
deles eram: primeira filha Maria de Melo casada com José Gomes (filhos
deles Manuel Maria, Aristóteles, João Gomes, Raimundo Gomes, Enoc (faleceu
jovem e solteiro), Conceição, Maria das Dores, Rita e Francisca). Segunda filha
terceira filha Joana casada com
Manuel Bandeira (tio Nezinho)os filhos deles eram; (Miguel
Bandeira, Raimundo Bandeira e Maria do Carmo), quarta filha Cecilia Fausta
de Melo casada com Pedro Nunes(sobrinho dela) os filhos eram Antônio(casado
com Júlia),João(casado com a prima, Fransquiha ),Natanael ou natin casado com uma prima Tinesa e em segundas
núpcias com Titica),Francisco( casado com , José Nunes(solteiro),Antônia(casada com o
irmão do pai de mãe, tio Mundinho),Sebastiana ou Taninha( solteira),Maria ou Dica(casada
com Manuel Limeira, os pais de Ducilda e Anastácio). Quinta filha Isabel
casada com Manuel Germano filho( Nicolau), sexta filha Antônia casada
com Luiz Macaco. cujos filhos são: Deodata e Albina. Sétima filha
Justina casada com Pedro Correa de Albuquerque(os avós de minha
mãe), os filhos deles eram: Raimundo Belém(solteiro),Raimundo Pedro casado em
primeiras núpcias com Rufina e
posteriormente com Rita , Raimundo(casado com Antônia filha de Cecilia e de
Pedro),Raimundo Nonato casado com Francisca (os pais de minha mãe)Raimundo
Roseno e Raimunda Rosa. oitava filha Benedita casada com Demétrio. Nona filha Sebastiana
casada com João de Paiva os filhos eram( Anália, Giselda, João de Paiva Filho).
Decima filha Francisca casada com João de André cujo o filho é (João). Decimo
primeiro filho Vicente casado com
Mariquinha, os filhos são: (Raimundo, Sebastião, João, José Ferreira(
Vilani ou vilinha, filha de José Ferreira),Francisca Bandeira mulher de tio
João Bandeira, Maria ou Bibia(solteira),Tineza (primeira mulher de tio Natin) e
Antônia.
Seu
Pedro Correia de Albuquerque,(meu bisavô) tinha os seguintes irmãos: Luiz,
Geminiano, Joana e Nizia(que casou-se com o viúvo)Chicoló ,pai de Pedro Nunes.
Os filhos de seu Pedro Correia de Albuquerque e Justina Gomes eram: Raimundo
Gomes de Albuquerque, nascido em 1903, Raimundo Nonato de Albuquerque,nascido
em 07 de desembro de 1907, Raimundo Pedro de Albueurque, nascido a em 1910,
Raimundo Correia, Raimundo Roseno e Raimunda Rosa.
Os
avós maternos de mãe eram: Raimunda e Libanio Viana, (a irmã de Raimunda era
Tia Lúcia (a mãe de José Firmo), (O Irmão de Libanio Viana era João Viana,
marido de Madrinha Paula)). Os irmãos de sangue da minha avó eram: Maria,
Mafalda e José Viana. Os irmãos de criação eram: 1º filha- Maria Balila casada com Sebastião Herculano, 2º
filha - Etelvina casada em primeiras
núpcias com José Pachico, o segundo casamento foi com Jorge de Brito, 3º filha-
Francisca e Francisco Nunes (filho de vovó Cecilia),4º filha - Abigail casada
com Francisco Amâncio, 5º filha Taninha
casada com José Roberto. 6º filho- Vicente casado com Rita Tomé, 7º filho
- João ou Joca Viana casado com
Raimunda, 8ºfilho - Raimundo casado com Maria Amâncio.
João de Zuza, pai de
Zuza, Francisca casada com Geraldo, Maria,
Joninha Reginaldo, Antônia(trabalhava no Centro de Saúde e Francinete
Aires, são primos da minha avó. Estes eram os antepassados da minha mãe. Anem
era a mãe de Lolinha e neta de Tio
Eufrásio irmão do pai da minha avó.
RECORDAÇÕES
Minha
mãe é filha única, mas tem uma árvore genealógica bem ampla. Os pais ela eram
Raimundo Nonato de Albuquerque e Francisca Libânia Viana. Os avós paternos eram
Pedro Correia de Albuquerque e Justina Gomes de Melo. Os avós maternos eram
Raimunda e Libânio Viana. Pedro Correia de Albuquerque(como já falei), era de
origem estrangeira (Judeu ou italiano), minha mãe diz que quando era menina
escutava muito o avô dela falando: “ que saudade que eu tenho de meu pelo
sinal” e mãe perguntava onde era o pelo sinal ele dizia que era muito longe. E
Lidia de tio Nicolau dizia que eles eram judeus, por sinal ela falava “ daquele
povo que matou Jesus Cristo” era o jeito dela falar. Diziam a minha mãe que pai
velho( o avô dela era comboeiro quando era mais moço. Justina era filha de João de Melo e Francisca
Gomes. Meu avô era músico da banda de musica de Caraúbas (tocava
clarinete), mecânico (sabia tocar e consertar vários instrumentos musicais,
além de maquina de costura), era pobre mais gostava de andar sempre bem
arrumado, mesmo que a roupa fosse humilde, gostava muito de perfume, muitas
vezes podia faltar o comer, mas perfume não. Era um homem sem estudo, mas com
uma pronuncia de palavra parecia homem letrado. Tinha um poder de oração muito
grande, olhava a mão das pessoas e dizia o que ia acontecer, e sempre acertava,
segundo o relato das próprias pessoas (algumas ainda estão vivas). Quase todos
os irmãos dele sabiam tocar algum instrumento, era dom de família, assim como
oração. Padrinho Raimundo Upanema sabia rezar e estancar sangramento.
CONVIVÊNCIA COM A MÃE
Minha
mãe fala que viveu pouco tempo com a mãe dela, mas o bastante para conhecê-la e
ama-la. Segundo minha mãe, minha avó era uma mulher clara, cabelos longos e
lisos, um pouco vaidosa, bonita apesar de não ser magra e que não media forças
para o trabalho. Uma excelente costureira costurava uniformes de casamento.
Criada por madrinha Paula, esposa de
João Viana (tio de minha mãe), que não
admitia que filha dela estudasse( madrinha Paula era assim, mas tinha um poder
de oração enorme tanto que todas as pessoas que perdesse um animal e não
conseguisse encontrar vinha ate ela e onde ela conseguisse ver o animal podia
ir que estava lá, vivo, morto ou roubado), mas mesmo assim minha avó não
obedeceu e aprendeu a ler. Minha mãe relata que quando ela era pequenina a mãe
dela (dona Francisca Viana) mostrava a cartilha feita à mão com a letra do ilustríssimos mestre Quinho (Francisco Quinho
de Melo), cuja caligrafia era impecável, minha mãe comenta que as palavras em
letras roxas eram em ordem alfabética, albor, brinde, culto, dragão, elmo... Eram palavras dissílabas. ”Eu sempre fui
muito curiosa e cuidadosa para adquirir conhecimentos bons” eu aprendi a
soletrar minhas primeiras palavras com a ajuda de minha mãe através desta
cartilha.
Ela lembra que em certa ocasião estava brincando
no quintal, quando viu um pintinho querendo nascer, como demorava em quebrar o
ovo tentou ajuda-lo, danificou a perninha dela e ficou sendo chamada de
chosinha pela perninha que mancava”. Entendeu que tudo tem seu tempo. Assim ela
fala: “Recordo-me quando ainda morávamos na Aroeira fizemos um barreiro próximo
a casa (era costume fazer um barreiro para aproveitar a água para aguar o
terreiro), ouvindo os sons dos sapos resolveu observar como eles nasciam,
trouxe espuma do sapo para casa, mas minha mãe quando descobriu ,mandou-me
devolve-los dizendo que a casa iria ficar cheia de sapos”.
Ela contou-me ainda o seguinte “Neste tempo
minha mãe me dava à cartilha dela para aprender a ler nós morávamos na fazenda
Aroeira. Lembro-me que a cartilha era costurada e por intermédio de minha mãe
que aprendi as primeiras noções de escrita (com letra de mão). Quando padrinho
Raimundo casou, dona Rufina Eliza de Oliveira (a esposa dele) passou a ser a primeira professora de minha mãe, conforme ela
mesma comenta, maravilhosa mestra, tinha muito gosto de lecionar, primeiramente
ela ensinava na nossa casa, pois quando eles casaram vieram morar lá em casa,
ela sempre estava atenta a novas metodologias para ensinar na hora que deveria
ser o recreio, como a maioria de nós não tínhamos recursos, ela ficava
brincando e nos ensinando a dançar, era como se fosse um exercício físico e muitas vezes uma dinâmica para a
aula ficar mais atrativa, mas ela também usava a palmatoria se precisasse. Os
alunos dela eram: eu, os dois filhos dela (Evangelista e Francisca), Joanita,
Estelita e seu nane. Seu Raimundo da Aroeira trouxe 6 cartas de ABC, Landelino
Rocha. Ele explicou que era a nova Nomenclatura, a Escola era “Escola
particular de Instrução da Fazenda Aroeira”. Mais tarde eles se mudaram lá para
Propriedade de João Boagua no Salgadinho, lá dona Rufina
Ensinava em uma latada na casa dela, muitas
crianças vinham para ela ensinar, ela que também era muito pobre, buscava papel
de embrulho, nas bodegas ou com pessoas que doasse juntamente com padrinho
Raimundo eles cortavam o papel em forma de caderno, costuravam e traçavam para
distribuir com as crianças que não tinham condições de comprar caderno,
conseguia também o lápis grafite com a recomendação de poupa-lo para dar por
muito tempo. “A precariedade era enorme, mas não maior que o amor à instrução
das pessoas que apareciam para aprender a ler, os filhos de seu João Boagua,
ele pagava”.
Minha mãe comenta ainda que com a mudança de
Padrinho Raimundo para o Salgadinho, (lugar onde o chão era tão branco que não
era possível sair um horário de sol quente, pois o reflexo do sol no chão
encandeava a visão). Ficou estudando com dona Mimosa mulher de Seu Hermano Mota, na Cacimba do Meio, muito
longe, mãe diz que a mãe dela ia com ela
e que só estudou um mês, pois pois a mãe dela se atrasava nos afazeres, esperando ela.
Depois ela foi estudar com Raimunda Neves Bandeira (Dica Bandeira)
(filha de Tia Francisca Bandeira) ela , seu Nani e Joanita, a escola funcionava
na casa de tio João Bandeira. “Escola Particular do Sítio Borracha” Eles atravessamos o rio a pé enxuto para estudar
lá. Quando chegou lá na Escola , ela já sabia ler e ia para lousa. Havia crianças e
adultos estudando.
Outra
lembrança é que havia um rebanho de gado próximo de casa onde eles moravam e que um dia um bezerro morreu e o rebanho se pôs a
chorar, ela ficou muito angustiada e perguntou a mãe dela o que era, ela me explicou que o gado é o
único animal que sabe quando está próximo da morte e que quando um deles morre
eles choram, eu fui lá olhar e realmente corria dos olhos deles grossas
lagrimas e ouvia-se um grande alarido.
Certo
dia meu meu avô foi buscar uma jandaira. Ela comenta que (foi com ele que eu fiquei conhecendo
diversos tipos de abelhas e seus habitat), ela foi com ele, enquanto ele terminava de arrumar as
coisas para irem para casa, ela comeu o samburá e bebeu água, ficou sonolenta, o
pai dela teve que me carrega-la para
casa, ele havia dito que se comesse o
saburá não bebesse água, pois ficaria sonolenta, mas é impossível comer saburá
sem beber água. (SABURÁ CAIXINHA ONDE FICA O MEL)
CONHECIMENTO S A RESPEITO DE MEL DE ABELHAS
Muitos
conhecimentos da vida do sertão e da natureza que meu avô sabia, ele ensinou a
minha mãe. Ele ensinou e mostrou a vida das abelhas, o nome e seu habitat. Hoje
ela comenta que: “Um exemplo a Tataira é preta e valente, fica em tronco oco de
árvore geralmente seca de Aroeira, mel é desgostoso, grosso e branco. (Local
Borracha)
A
Boca de Limão- fica nas folhas da Oiticica, o mel é azedo, branco, fino e pouco
apreciado. As abelhas são mansas e miudinhas.
O
Sanharão, são abelhas pretas e valentes, fica no oco das árvores. O mel e
grosso e tem sabor bom. A cor é cor de mel.
Canuto
eram vermelhos, pequenos e não valentes. O mel é branco, fino e desgostoso. A
colmeia era no lado externo das árvores, o tamanho da colmeia era de 15 cm, era
de barro vermelho.
Curupira-
era no oco das árvores, produzia muitos litros de mel. As abelhas eram
vermelhas e valentes. O mel era desgostoso, amarelo claro e fino.
Jandaira
- era no oco das árvores, produzia muitos litros de mel medicinal, gostoso,
branco e fino. As abelhas eram pretas e valentes.
Moça
branca – mel pregado nas árvores (carnaubeiras), mel pouco e sem gosto. (só
aquela plastrada). As abelhas eram mansas e pequenas.
Enxu-
a colmeia era a redor das arvores (como um cupinzeiro), era uma capa de mel,
doce e bom (quase açucarado). Às vezes tinha três metros. As abelhas são
valentes, pretas e gostam da flor de angico. (a maioria das capas são
açucaradas).
Jati-
mel medicional serve para dor de ouvido (meu avô colhia e levava para as mães
para as crianças, ele nunca colhia todo para preservar para elas não se
afugentarem). Era encontrado no oco das árvores, o gosto suave, bom e o mel
fino e branco. As abelhas são mansas, pequenas e branquinhas.
Capucho
– debaixo da terra(tem preferencia por formigueiros abandonados) as abelhas são
valente, roçadeiras e pretas. O mel é feito debaixo do chão e alastra-se.(eram
tidas como ante higiênicas e o povo tocava fogo)
Mosquitinho
da praia – Pequenos e brancos(asas brancas) tinha preferência por folhas de
oiticica, onde grudavam o mel.eram mansos,dava pouco mel que não prestava para
nada.
Tubiba
– abelhas pretas (pareciam uns besouros) e valentes. Mel escuro, quase preto e
ruim. Feito no oco das arvores, solto.
Eram fabricados muito mel.
Uruçu
– Mel doce.
Mandassaia
– capas e mais capas ao redor das arvores (como se a árvore tivesse saia).
(estava em extinção ). Muito difícil. Abelhas mansas, vermelhas, faziam muita zoada e o mel era amarelo
queimado com o gosto mais ou menos.
Estes eram os conhecimentos que meu avô passou para minha mãe, que ele
adquiria observando as matas do sertão”.
Ela afirma também que “Todo este acontecimento
era na fazenda Aroeira, onde éramos moradores”.
Minha
mãe diz que uma vez ela e minha avó foram visitar uma senhora que tinha ganhado nenê,
ela estava bastante doente, eu que a vi em um estado muito ruim, mesmo não
entendendo o que se passava com ela, meu eu de enfermeira, que estava dentro de
mim, queria fazer um chá de folha de laranjeira para vê-la melhor, eu não entendia
porque as pessoas não conseguiam resolver o caso dela.
Ela
recorda-se também que quando estava próximo a chuvas fortes, o Serrotinho
estrondava que de longe se escutava e todo mundo sabia que ia ter chuva de
vento, tais chuvas vinham com ventos tão fortes que derrubava algumas casas que
fosse mais frágil. Neste momento as mulheres começavam os benditos e jogavam um
copo de água ao vento isso abrandava o vento e começavam a cantar “virgem do rosário abrandai o vento que ele
vem tão brabo pela porta a dentro”. As encelências, os benditos e as novenas
eram situações próprias do sertão. Ela sempre ajudava a tirar as novenas, de
são José, do mês de maio, as de junho e outras tantas que houvesse, porque já
sabia lê.
Meu avô
conforme afirma minha mãe não se acostumou à vida de plantar, apesar de
termos um roçado plantado em terras alheias e por conhecidos nosso, os pés e
mãos de meu pai, lembro-me como se fosse hoje, parecia algodão.
Certa
vez em época de enchente, eles víamos as
mulheres com as crianças do outro lado do rio Umari, elas estavam sem leite
para as crianças. Ela conta que” Meu pai resolveu levar o leite para o outro
lado. Colocaram uma rudia na cabeça dele com o pote de leite e ele foi
atravessando o rio, nadando a pé, o rio não era muito largo, porém era muito
profundo, devido às chuvas o rio estava com uma correnteza muito forte. Foi
difícil a travessia, os troncos de arvores derrubadas passavam por ele, que
tentava se desviar dos mesmos, quando meu pai terminou a travessia estava bem
longe. Muitas pessoas vieram receber o leite e ele, o mesmo estava bastante
cansado. Enquanto ele estava nesta luta, eu e minha mãe ficamos na outra margem
do rio rezando. Eu sentia orgulho e medo por aquela atitude de meu pai. Ao
chegar lá, víamos a alegria das mulheres e nossa por tudo ter saído em paz. E
claro que ele não voltou no mesmo dia esperou a mareta se acalmar e recuperar
as forças e voltou”.
Entre
os episódios que merecem ser mencionados está, a lembrança de Bibia (Maria
Pereira) cuidando de uns homens conhecidos nosso que havia sofrido uma facada no pescoço e no ventre. Em casa ela
colocou o intestino do homem no lugar,
chamou mãe Joaninha para costurar, padrinho
Raimundo veio fazer uma oração para estancar o sangue, foi feito uns
unguentos e depois de anos de cuidado o ferimento cicatrizou e todo voltou ao
normal, este mesmo procedimento foi feito com o homem com o ferimento no
pescoço, Eles ficaram deitado em folhas de bananeira para não se ferir, devido
o longo tempo de tratamento. Cuidados, fé e perseverança, abaixo de Deus
recuperaram a vida daqueles homens. Todos ajudaram trazendo cascas de arvores e
remédios caseiros para ajuda-los a se recuperar.
Lembro-me
que todo mundo falava de tio Nezinho que deixava, na segunda feira, mãe
Joaninha, acorrentada, enquanto ele ia para feira do Gavião (atual Umarizal),
mas na casa dela não faltava nada, ela nunca reclamou de tal situação, parecia
uma santa, recordo-me que certa vez uma das funcionarias dela estava para
ganhar criança e por conhecidência foi a uma segunda feira, arrumaram as coisas
da parturiente ali perto dela na sala e ela fez o parto, pois era parteira,
quando ele chegou ela comunicou que a mãe e a criança estavam na cama dela, mas
ele ao contrario do que se pensou nada reclamou. A única mulher que ela não conseguiu atender
a tempo foi à filha dela, quando vieram avisar, que ela ia saindo para fazer o
parto, ela disse, ”já não precisa mais, pois ela sentiu que ela já estava
morta” e assim foi.
No
dia da morte dele, ele saiu para caçar e sentiu-se mal e morreu. O lugar onde
ele morreu dava para avistar lá de casa.
AS PAISAGENS DE MINHA VIDA
Minha mãe comenta: “Que belas paisagens
acompanharam a minha infância e juventude. O serrotinho com sua exuberância e
mistérios, as casas de engenho, a beleza do rio com a vegetação de mangueiras e muitas outras
arvores que cresciam as margens do mesmo as faixadas de algumas casas que os
moradores tratavam de plantar muitas roseiras, o branco do salgadinho, bem como
do trigo em flor. A casa grande da Diamantina com as senzalas. A Itaoca. O olho
d água da Borracha (que conforme contam nasceu quando peregrinos em romaria pedindo chuva a Deus,
pararam próximo a um Juazeiro para descansar, alguém repousou uma borracha
(borracha: recipiente feito de borracha onde se guardava a água para viagem)
nos galhos do Juazeiro, ao cair os últimos pingos de água no chão, da terra
começou a jorra água e nunca mais parou). A lagoa das pedras. A beleza e riqueza dos carnaubais que
sustentava tanta gente (com sua palha, cera, madeira...) É uma árvore
abençoada. Os pau d’arcos a florir, os cardos, a macambira. A fartura do Mato
Verde (flores, frutas...). O Timorante (uma ilhota com uma casa só). As
paisagens de Baturité, no caminho para o Canindé. O contraste do verde da serra
e seca dos caminhos do Ceará. O rio de Mossoró em tempos passado, o cheiro da
verdura plantada as margens do rio. No
alto do Cazumbá, o cercado de poderá.
NO MATO VERDE
Assim
minha mãe comenta: “Nunca vi um lugar mais cheio de fartura, chovia bastante.
Fomos morar na casa de seu Valério Pedro, enquanto ele foi para safra de palha
na vazia, no inverno ele voltava, pois a vazia alagava. A dona da Fazenda Mato
Verde era uma senhora muito bondosa (dona Tionila), os filhos de dona Tionila
eram: Agostinha, Simplício e Zé do Mato Verde. Na fazenda mato verde tinha
muito abacaxi, criação de ovelhas, bois e uma plantação de arroz. A casa
Grande do mato verde era cercado de
flanboat, havia uma bica que corria água continuamente regava tudo e fornecia
água para os animais. Neste lugar passamos três meses”.
Segundo minha mãe afirma: “Certo dia meu pai e
eu fomos cortar lenha na Serra (pois o Mato Verde era na Aba da Serra do Apodi)
(havia muita catingueira caída),quando estávamos lá, no meio da mata ouvimos o
choro de uma criança, meu pai me disse que era o choro de um pagão, meu pai
disse: ”eu de batizo em nome do pai, do filho e do espírito santo”, disse três
vezes e o choro do nenê foi desaparecendo e parou, ele ficou de joelhos e fez
esta oração .Eu tive muito medo”. “Todo dia Dona Teonila mandava arroz, feijão
e carne para nós”.
Ela
diz que se lembra
da mercearia de seu Tiago, tinha umas bolachas muito boas com gosto de erva
doce e que havia um homem que fazia cal, onde ele morava o chão era bem
alvinho, o cal era tirado das pedras da
Serra. Minha mãe disse que quando saíram
de lá, foram morar na Mariana e que vinha umas meninas para brincar com ela,
Margarida e Etelvina. Segundo ela: “ Mamãe lavava a nossa roupa no corredor do Brejo, lugar a beira do
rio, muitas lavadeiras lavavam roupa ali, levavam as crianças que passavam o
dia brincando e desfrutando da abundancia de árvores frutíferas e da beleza das
flores que nasciam naturalmente as margens férteis daquele rio”.
LEMBRANÇAS
Minha mãe faz o seguinte comentário: “Lembro-me
que os fósforos eram guardados para ocasiões extremamente necessárias, os
homens quando iam caçar, por exemplo, levavam um chifre (corrimboque) colocavam
algodão dentro, socavam bastante, pegavam pedras figos de galinha (pelo formato
e a cor que elas tinham), tais pedras eram boas para gerar fogo, numa rápida
tocada uma na outra fazia fogo e queimava gravetos para se aquecer e acender o
cigarro. No dia- a -dia também era usado este método para acender o fogo da
catingueira para cozinhar a comida. Quando se acendia uma brasa, não precisando
mais dela enterrava-se, amanhã podia desenterrar que ela estava acesa e servia
para fazer o fogo para cozinhar a comida. Havia também os fósforo de cera, era
feito de cera de carnaúba e a parte
superior era colocada pólvora, estava feito o fósforo. Estes eram os artifícios
de sobrevivência”.
VÁRZEA OU MARIANA
Comentário
de minha mãe: “Um povo trabalhador vivia praticamente do plantio e corte de
palha. Foi na Mariana que aprendi a bater e trançar palha para fazer ticum, bolsas, chapéu... Lá
moramos na casa de Tio Nestor, uma casa a poucos metros da Lagoa da Porta, onde
ancoravam as canoas. A noite
pescávamos, quase sempre piranha. A carne era muito ruim”.
Ela comenta ainda o seguinte: “Aconteceram
muitos fatos importantes que tenho bem guardado em minha memoria. Em tempos de
inverno a Lagoa da Mariana é um prodígio para todos os habitantes, suas aguas
abundantes abaixo de Deus traz fartura para todas as terras mais baixas
próximas a lagoa é inundada o seu limo, beneficia o plantio de vazantes. Em
certo dia, lembro-me que eu e Dada saímos para ir comprar açúcar do outro lado
da lagoa, saímos de canoa, quando chegou a certa distancia uma estaca de uma
cerca encoberta pela água penetrou na canoa e perfurou-a, apesar de tirarmos a
água com o coité, não adiantou, ficamos bastante aflitas e começamos a gritar,
colocamos um pano vermelho um sinal de alerta, um homem conhecido nosso (seu
Mandú )viram e vieram nos ajudar, terminou tudo em paz”.
“Por
este tempo fiz minha primeira comunhão na Capela da Ursulina(Capela de Nossa
Senhora da Conceição), em 6 de Novembro de 1941”.
Em
outro momento, minha mãe disse que ela e
Dada foram atravessar a lagoa, em tempo de seca, atravessamos a pé, ao
retornamos começou a escurecer e o dia se tornou em noite, era o eclipse, mas como
elas não sabíamos, ficaram muito
aflitas. Nisso os familiares das mesmas vieram ao encontro delas. Seu Pedro Câmara comunicou a eles que se tratava de um eclipse
total solar, mais especificamente um transito de mercúrio no disco do sol. Seu
Pedro mostrou a minha mãe a revista “O Cruzeiro”, que trazia esta
noticia, ele muitas vezes emprestou esta
revista a minha mãe para ela lê, pois
ele via que mãe tinha interesse pela leitura e recomendava cuidado no manuseio
da revista. Esta revista noticiava os rumos da guerra. Minha mãe se orgulhava
em dizer que já sabia lê e ficava bastante atenta para sabe quando ia
terminar este tormento. Ela fala que: “ As consequências para nós deste
desastroso episodio era a angustia de saber das inúmeras mortes é claro, mas a
falta de alguns itens, como o querosene, que deixou de ser fornecido, para
vermos nossas casas iluminadas fazíamos vela de cera de carnaúba, e no terreiro
uma fogueira. A guerra e a seca só não nos afligiam de modo desastroso, pois
ainda restava um pouco de água na lagoa e pássaros, que chamávamos arapapá,
vinham para próximo à lagoa, os mesmos serviam de alimento para muita gente, eu
os via como as cordonizes bíblicas”. Minha mãe fala que: “Muitas meninas do meu
tempo quase não percebiam estes acontecimentos, mas eu como sempre quis saber
das coisa necessárias ficava ouvindo atenta a conversa do povo que tinha
conhecimento para aprender”.
Escuto a muito tempo minha mãe comentar o
seguinte: “Recordo-me também dos homens fazendo cacimba com 14 degraus em
espiral, para encontrar água potável muito boa. Depois de pronta uma mulher
ficava lá embaixo enchendo as vasilhas para o povo que esperava a água lá em
cima”.
Ela comenta ainda que: “Mesmo com a seca não
faltava arroz, já que o povo aproveitava a terra ainda molhada e o pouco de
água da lagoa para o plantio do arroz. Acompanhava a seca do rio,
transplantando o arroz para mais próximo da água e assim aguentavam até a
colheita. Era muito trabalho mais, isso não era problema para aquele povo trabalhador.
Eles sabiam que se fizessem regos para a água correr, esta poderia perde-se
e muito do pouco de água que ainda
restava”.
Minha mãe diz que: “Nesta comunidade moramos
na casa de Tio Nestor e na casa de Candido de Braz. Ai recomecei a estudar pois
dona Cisinha, abriu uma escola na casa
dela. Minha professora era Francisca Diassis Câmara (Cisinha)”
Outra
afirmação de minha mãe é que “A última brincadeira que me lembro, antes de sair
para Borracha, foi o casamento de minha boneca com o boneco de Dada. O padre
que celebrou o casamento foi o boneco de Macrina, padre Ranilson.
AS VIAGENS PARA CANINDÉ
Em nossas viagens para o Canindé, nós víamos
muita pobreza e necessidade, mas vimos também à beleza e o verde da serra de
Baturité. Nós tínhamos uma parenta nossa que morava lá, a irmã do meu avô
(Joana Correia). Muita fartura de Frutas
e café, quando viemos trouxemos muita semente de café. A viagem era longa. Nas
últimas vezes que fomos mamãe já estava bastante debilitada. Íamos, eu, mamãe,
meu pai e pai velho (e meu avô), nós íamos a pé. Mais levávamos um jumento com
a carga e eu ia no meio da carga.
NA CANAFISTULA
Na
Canafistula moramos na propriedade de Chico Saturnino, perto da casa de Chico
Saturnino ( o pai de Jaime e Tonha).
Minha avó conforme minha mãe com o passar do tempo e apesar de idade não
tão velha, já não apresentava o vigor, o sonho de possuir uma casa, uma vida,
parecia mais distante. Meu pai, como já disse, era um homem de muitas
habilidades, mas infelizmente nunca usou tais conhecimentos para melhorar de
vida, eles eram pessoas muito queridas de todos, eles lutavam para que eu
tivesse brinquedos (até uma boneca grande eu tinha, coisa que só meninas ricas,
tinham), mas o principal uma casa para morar, um canto certo para viver isso
não tinha. Meu pai não se acostumou à vida de plantar, apesar de termos um
roçado plantado em terras alheias e por conhecidos nosso, os pés e mãos de meu
pai, lembro-me como se fosse hoje, parecia algodão.
Foi
na Canafistula, nesta propriedade de
Chico Saturnino, que minha mãe morreu.
Antes da morte de mamãe, um rebanho de gado ao
longe chorava, parecia que eles sabiam o que estava para acontecer. Lembrei-me
do gado da Aroeira.
NO CÓRREGO FUNDO
Ficamos
sós eu e papai, fomos morar com meu avó, atrás da casa de Chiquinho Cirilo, era uma casa distante de outras
casas, era muito solitário.
Nós
morávamos na casa de pai velho, ele era
de poucas palavras, alvo, dos olhos azuis, muito corado. Nesta casa ele ficou
doente, um cachorro o mordeu e ficou sem andar. Dona Antônia de Chiquinho
Cirilo estimava muito nós. Meu avô foi
para casa de Tio Raimundo Upanema. Nós ficamos só, papai já estava cego.
Joaninha
a prima de mãe, elas duas juntavam pelo de flor de cera até completar uma
quantidade que desse para comprar um corte de tecido para fazer vestidos para
nós. Era por quilo o pelo de flor de cera. Chiquinho Cirilo ia vender e trazia
o dinheiro para comprarmos o tecido “voali”.
Quando
tia Cecilia e tio Pedro vieram para Mossoró, nós viemos com eles, pois não
podíamos ficar lá sozinhos. Pois dona Antônia tinha herdado uma propriedade e
eles iam morar lá.
PADRINHO RAIMUNDO EM MOSSORÓ
Conforme
minha mãe Padrinho Raimundo veio morar
próximo a matança do Alto da Boa Vista na rua do Progresso, ele e a família.
Aqui dona Rufina ficou ensinando aos funcionários da matança, Evangelista filho
deles, trabalhava entregando água no jumento. Evangelista e Francisca estudavam
na LBA, Legião Brasileira de Assistência. Eles demoraram pouco tempo aqui em
Mossoró, pois Padrinho Raimundo quis ir embora. Este acontecimento ocorreu
antes de nós vir para Mossoró. No tempo do Governo de Padre Mota. Minha mãe
comenta um episodio hilário que ocorreu, certo dia Evangelista estava próximo
ao mercado central,amarrou o jumento na tamarineira ali do posto Santa Luzia e
foi tocar birimbal para os homens que se reuniam no mercado para conversar,
pois quando ele tocava os homens davam alguns trocados a ele,( Evangelista
sempre foi muito trabalhador). quando ele voltou para ir buscar a água, pois
esse era o seu meio de vida,(ele era menino),o jumento já não estava, ele ficou
muito aflito, alguém disse a ele que padre Mota tinha mandado recolher o
jumento, ele ficou esperando que a missa terminasse e saiu atrás do Padre Mota,
cantando “ o padre Mota gordo e buchudo, devolva meu jumento com cangaia e
tudo”, o padre Mota, olhou e não sei ao certo se por compaixão ou outro motivo
devolveu o jumento e disse a ele que nunca mais deixasse o animal ali. Ele
perguntou onde ele estava e Evangelista explicou que estava tocando para o povo
no mercado para ganhar uns trocados e que ele usava o jumento para carregar
água.
MINHA VIDA COM MEU PAI, EM MOSSORÓ
Conforme
minha mãe meu avô, já havia passado um tempo em Mossoró, a primeira vez que
eles vieram a Mossoró ele(meu avô), ainda era pequeno, seu Pedro e Dona Justina
vieram para o alto dos Macacos(Alto da Conceição),lá eles encontraram uns
parentes deles e ficaram algum tempo, Belém também era pequeno. A segunda vez
que eles vieram foi antes de minha mãe nascer, veio ele(meu avó) e minha avó.
Nesta época possivelmente meu avô estava trabalhando em uma oficina, pois como
já afirmei ele sabia fazer trabalho de mecânico.
Em
Mossoró viemos morar aqui na rua Felipe Camarão, que era a Rua dos Alpendres,
em uma casa alugada, quem pagou o aluguel foi padrinho João Manuel, que nesse
tempo não era meu Padrinho, mas já era delegado de Bairro. Tia Cecilia veio
para a casa que eles compraram, perto da nossa (a casa dela era onde hoje é a
Funerária Santana). Nossos vizinhos eram dona Severina e Sargento Zé Afonso,
(nos ajudou muito, bem como padrinho João Manuel e madrinha Regina).
Os
três primeiros mêses que residimos aqui, foi padrinho João Manuel e madrinha
Regina que pagaram nosso aluguel e nos
deram de comer. Seu Zé Afonso e dona
Severina nos ajudavam muito. Casa de seu Sátiro e dona Salvina, (Zezinha, a
filha deles, moça bonita), seu Sátiro vinha limpar a casa para noite de festa,
Zé Abrão mandava. O aluguel de nossa casa era muito caro, havia casas até dada
lá perto do aeroporto, mas ficava muito isolado para nós morarmos sozinhos.
Logo
cedo minha mãe começou a trabalhar, recebia da fabrica de fogos, pólvora para
fazer chumbinho, traque e outros fogos em casa, pois não podia sair para ir
trabalhar fora e deixar meu pai só. Era
advertida para tomar muito cuidada. Depois com ajuda de conhecidos recebia fios
da fabrica de rede para fazer varanda em casa, era advertida para não perder um
fio, pois tudo era pesado. Neste tempo eu fiz a minha crisma, Dona Nasinha veio
me buscar, pois a celebração do crisma foi na Igreja de Caraúbas. Minha
madrinha foi madrinha Cisinha.
Vovó
Cecília e Tia Toinha todo dia vinham nos ver. Elas me ajudaram quando fiquei
moça, pois não sabia de nada.
Outra
lembrança de um benfeitor da infância de minha mãe, que sempre ajudava ao meu
avô e minha mãe era Dom João Batista Porto Carreiro Costa. Alias, a nós e a muitas
crianças pobres.
Quando chegamos fui estudar no Moreira Dias.
Eu estudava com Geisa e Raimundinha de Brejeiro. Minha professora era Dona
Branca, mulher do sargento do
Campo. Sempre apareciam pessoas do
sertão para vir morar conosco. Paulinha e o marido, Raimunda, os filhos e o
marido. Minha mãe fala que ela e meu avô juntavam as moedas que recebíamos da ajuda do povo ou o
que ganhava com o trabalho dela , para
no fim do mês ter o dinheiro do aluguel.
Em
certa ocasião quando minha mãe adoeceu, dona Severina de seu Afonso, viu Dr
Vulpiano passar no carro rumo ao Aeroporto, ela esperou que ele voltasse e
pediu para o carro parar e que ele viesse examinar minha mãe, quando ele viu a
situação imediatamente examinou e disse que se tratava de um estrangulamento de
vesícula, passou uma medicação e autorizou para ir buscar na Farmacia, pois não
tínhamos dinheiro para comprar. Passou uma dieta,por muito tempo tomar só o
caldo do arroz e nada de feijão. Dona Severina tomou conta de minha mãe e ficou
boa. Mesmo sem acreditar em Deus, Dr
Vulpiano fez um ato de anjo divino.
Minha mãe sempre disse que Dr. Jerônimo
Dix-sept Rosado Rosado veio oferecer a para meu avô fazer a cirurgia da vista
para recupera-la, ele ofereceu a passagem dele e de um acompanhante, bem como a
hospedaria, meu avô e Chico (o pai de Jaime) foram para Fortaleza, mas era
tarde, o nervo ótico já estava perdido. Eles agradeceram muito. Minha mãe ficou
com vovó Cecília. Alguém veio avisar da
morte de Dix- sept Rosado ocorrida em 12 de julho de 1951.
Meu
pai adquiriu conhecimentos e no mercado
em determinados dias da semana ia com um conhecido nosso buscar pedaços
de carne que os marchantes davam a ele. A mãe de seu Djalma sempre dava roupas
a ele. No tempo em que vivi aqui com meu pai, veio morar conosco, meu primo
Manuel Viana, Raimunda Viana(irmã dele),o marido e os filhos, depois Paulinha e
o marido.(Paulinha também era irmã de Manuel Viana). ( Depois de muito tempo, na década de 80
possivelmente, Paulinha sempre que vinha aqui relatava estes fatos, na ultima
vez que ela veio aqui, era um retiro de carnaval, no intervalo do retiro ai na
igreja nós(eu, mãe, ela e outra legionária)
viemos para casa e ela veio conosco e disse, lembro-me como se fosse hoje:
“ é o último retiro que eu vou assistir,(
nós ate falamos para ela não dizer aquilo, mas ela continuou), eu sei porque
tudo o que tio Nonato me disse eu vi, ele medisse que eu ia morar em um lugar
de muita fartura e que eu via muita água, mas chorava dia e noite para vir
embora, eu vi deste jeito acontecer, e ele disse que eu não passaria destas
eras e sei que vai acontecer, ele nunca me falhou no que dizia”. Muitas moças
vinham para conversar com Manuel Viana e para papai ler a mão delas. Uma das
namoradas de Manuel Viana(papai disse que ela não ia casar com Manuel Viana).
Para Elite, irmã de Terezinha Silva ( da Igreja), ele disse que ela iria
trabalhar em um lugar onde todos faziam fila para falar com ela, muito depois
quando ela estava trabalhando na igreja e as pessoas a redor dela para fazer
uma matricula da primeira comunhão, ou a intenção de alguma missa, ela lembrou
do que ele havia falado, realmente as pessoas faziam fila para falar com ela.
Este episodio ela relatou inúmeras vezes que fomos visita-la, disso eu (Maria
Luzia)sou testemunha. Paulinha também relatou que ele dizia que ela iria morar
em um lugar cheio de fartura e com muita água, mas ela ia chorar noite e dia
para vir embora, assim aconteceu, ela foi morar perto de Natal, em uma Chácara
próximo em frente ao mar, tinha fartura
e via muita água mas ela chorava todo dia e se lembrava das palavras de (tio
Nonato) como ela chamava. Geisa também vinha saber algo, meu pai disse a ela
que ela iria casar cedo pois não iria esperar o tempo, mais tarde isso
aconteceu, a mãe dela vaio pedir a papai para ela ficar lá em casa pois eles
iriam arrumar o casamento dela, pois a mesma já havia se unido ao namorado e a
família estava muito desgostosa com ela, meu pai disse que nossa casa era pobre
e que ela não ia ter as coisas que ela tinha em casa mais se quisesse podia
vir, a mãe dela disse que a comida ela iria trazer. No que se refere ao meu futuro ele só disse
que no futuro todos iriam dizer que eu era rica, e muitos dizem, não sou pobre
como era, mas rica não sei.
Conforme
minha mãe, mesmo depois da morte da mãe dela, eles iam sempre que podiam no
sertão, ficavam na casa de tia Taninha de Zé Roberto, ela sempre muito ocupada
costurando ou rezando o oficio de Nossa Senhora. Eles iam também para casa de
Bibia e para casa de Mãe Baca (esta na Mariana).
Dona Chiquinha vinha cuidar de papai, ela era
a enfermeira de papai. Um dia ela trouxe doutor João Marcelino que disse a vovó
Cecilia que ela estava fazendo mais partos do que ele e ele ofereceu alguns
utensílios dele a ela, para auxiliar nos partos, ela agradeceu muito.
Nestes tempos sempre íamos no Sertão, para
casa de Bibia. Ia-mos também para casa de tia Taninha de tio Zé
Roberto, lá a casa era enorme, ela sempre costurando e rezando o oficio de
Nossa Senhora, Ela e tio Zé Roberto adoravam papai. Minha mãe com certa
melancolia a lembrança da saída deles (o povo de tio Zé Roberto ), para o
Centro Oeste, eles passaram aqui em Mossoró para se despedir de minha mãe e meu
avô.
Tia
Francisca Bandeira e Tio João Bandeira vieram morar em Mossoró em 1950. Minha
mãe diz que ela e meu avô foram visita-los. A casa deles era onde hoje é o
Supermercado Queiroz da Boa Vista. Era um terreno enorme. A casa só foi
destruída quando Tia Francisca morreu e os filhos dela venderam.
Quando
chegou o tempo que meu avõ adoeceu ele foi morar na casa da prima de minha mãe, Raimunda, em Caraúbas,
ele queria morrer lá. Quem encomendou o corpo foi padre Ismar Fernandes, era o ano de 1952, minha mãe
ficou só, sem casa e sem nada. O bondoso
Padrinho João Manuel, providenciou imediatamente para ela ficar sob a tutela da
Irmã Genoveva, no Hospital de Caridade.
Ainda
não existia a Igreja de São João. A minha mãe esteve presente na Pedra
fundamental da Igreja, não só ela, mas muitas jovens aqui da nossa rua. O primeiro
Padre foi Padre Luiz. Antes da inauguração da capela, passou muito tempo um
circo funcionando naquele lugar e quando não era dia de espetáculo, Zé Nunes,
em frente a pousada dele convidava algum cantador para vir fazer cantoria e o
povo comparecia muito,isso sempre que não tivesse espetáculo no circo de
Chicolo, que passou muito tempo ai. A Capela de São João foi construída
possivelmente em 1959,pois padre José do Vale chegou em 1966 e já fazia sete
anos que a Capela existia. “Pe José do Vale devia preparar a Capela de São João
Batista do Bairro Doze Anos de Mossoró, para se tornar paróquia. Foi nomeado
capelão, por Dom Gentil, em 1966, quando a igrejinha tinha apenas sete anos de
construída. Foram seus antecessores Cônego Luiz Soares de Lima, que também era
diretor do Colégio Diocesano, e Pe Edson Cabral...”(Costa,2004).
Em 1965, nasceu Dulce, mamãe fez o parto de
tia Dulcilda, quando ela foi se batizar mãe foi a madrinha dela. No ano
seguinte vovó Cecília faleceu.
Estes
acontecimentos foram muito depois de minha mãe foi morar no Hospital.
13 - DEPOIS DA MORTE DE MEU PAI
Tio
Mundinho queria que eu fosse para lá, mas ele já tinha nove filhos, nem tia Cecília
nem tio Pedro tinha ganho mas mesmo assim eles se ofereceram para ficar comigo,
mas como Deus tarda mais não falha, padrinho João Manuel adquiriu para que
ficasse morando no Hospital de Caridade, sob a guarda da Irmã Genova, lá eu
aprendi a trabalhar e a viver. Logo ela me matriculou no Colégio das freiras(
sagrado Coração de Maria). Lá no
Hospital onde mãe morava foi aprendendo o serviço de portaria, recepção e por
fim enfermagem, que é a minha verdadeira vocação. Meu primeiro serviço foi fazer bolinhas de
algodão.
NO HOSPITAL DA CARIDADE
No Hospital, ela lembra quando ficava na portaria e padre
Paulo Hos, vinha e queria conversar e que ela ajudasse a ele a aprender a falar
português, ele morava no seminário. Padre Paulo chegou em 1948 e em 1957 ainda
estava no Seminário). Recordo-me também quando ia para Fortaleza com a irmã
Genoveva na casa dos irmãos dela, ficávamos na casa de Dr. Didimo, à noite
íamos dormir no pequeno Grande, um convento próximo a verdes mares, na loja da
família dela( Quatro e Quatrocentos). adquiríamos muitas roupas e calçados que
levávamos para os pobres, quem diria que eu ia levar algo para os pobres, pois
eu já não me considerava mais pobre .
Certa vez fui visitar uns parentes meu, a irmã foi logo me buscar, eles não eram
ricos.
Lembro-me de duas grandes alegrias que tive
primeiro meu aniversario de quinze anos que as irmãs prepararam, os meninos do
seminário vieram cantar, e segundo quando a irmã Genoveva disse-me que já tinha
o dinheiro suficiente para comprar uma casa para mim, o meu dinheiro elas
guardavam, e assim comprei minha casinha de taipo no auto da Conceição, mais
especificamente na Lagoa do Mato, esta foi a minha primeira casa. Entreguei a
Agripino, meu primo, e a mulher dele para eles morarem e cuidar, depois eu
consegui uma casa no avenida Abel Coelho, e finalmente aqui na Felipe Camarão,
desta vez uma casa própria e minha. Como era solteira entreguei a Agripino e a
mulher dele para cuidar.
Passei boa parte da minha vida no Hospital de
Caridade, cujo diretor era Dr Duarte, havia Dr Almir, Dr Epitácio, Dr Maltes,
todos eles profissionais excelentes.
As
freiras davam a vida por aquele hospital e pacientes. Graças a Deus e a irmã
Genoveva tive a graça de estudar no colégio das freiras, Colégio Sagrado
Coração de Maria, onde eu tinha aula de francês, e de muitas outras disciplinas
que me prepararam muito bem. Lembro-me da irmã Aurea professora de Pintura,
irmã Assunta professora de matemática, irmã Helena lecionando Português e a
nossa professora de canto orfeônico irmã Maria dos Arcanjos. Para acompanhar
bem os estudos, já que trabalhava, tinha aula particular, assim nunca repetir
um ano.
O
quadro de funcionários deste Hospital nesta época era: Dr Francisco Duarte Filho (Diretor), Dr Almir de
Almeida Castro, Dr Epitácio, Dr Maltez Fernandes; dona Dolores, Francisca
Martins, eu, Luzia Maia, Meu Mano, José Soares ou José da Superiora, pois cada
freira era encarregado de alguém. as irmãs- Genoveva, Catarina e as madre
Superioras- primeiro Irmã Camará e
depois Irmã Alvarenga. No tempo que
a irmã Camará era a madre superiora, o
tempo dela era quase todo de oração. A irmã Alvarenga era uma pessoa de muita
ação, ela fazia muita coisa para ver o hospital progredir e não faltar
assistência para os doentes.
Escuto
com frequência a minha mãe falar da capelinha do Hospital, que apesar de
pequena era uma beleza em sua simplicidade.
Minha
mãe relata que um dia angustiante foi o dia quando (Etinha) ou Edson Saboia,
chegou no Hospital vitima do acidente aéreo . Dr Almir estava sem consolo e
queria que as enfermeiras recobrasse a saúde e vida de Etinha, mas já era
tarde. Em 03 de julho de 1954
Segundo
minha mãe, certa vez Dona Tereza Tavares Maia, mulher de Dr TARCÍSIO DE
VASCONCEÇOS MAIA(Catolé do Rocha-PB, 26/08/1916 – Rio de Janeiro, 10/04/1998)
veio pedir a Irmã para que eu fosse dormir lá. Foi a primeira vez que minha mãe
comeu vatapá, na casa de dona Tereza. A casa era enorme, minha mãe dormiu
próximo ao quarto deles, pois tinha medo de dormir só lá no andar inferior. Tanto Dr Tarcisio como
dona Tereza eram muito bons, para minha mãe.
A
irmã Genoveva, com o autorizava a saída de minha mãe para
visitar os parentes dela, mas com hora de sair e de chegar, nem um minuto a
mais.
16 - NO RIO DE JANEIRO- NA ESCOLA ANNA NERY
Graças a Irmã Genoveva, minha mãe consegui ir para o Rio de Janeiro com uma
família conhecida, para estudar lá, fazer um curso na área de saúde na escola
Anna Nery, este curso deixou- a ainda mais capacitada na área de enfermagem,
era um curso de nível médio.
Os dois anos e meio que passou lá adquirir
conhecimentos que me valeram por toda vida. Não conheceu nada do Rio, pois
quando saia do prédio onde residia ia para
a Escola no carro mais o povo da casa.
Ela sempre fala do professor
Ernesto , que depois ela descobriu que
era padre, ele era um homem de muito conhecimento, que nos dava aulas de
laboratório
MINHA VIDA QUANDO SAIR DO HOSPITAL DE CARIDADE
Quando mãe retorneou a Mossoró, pois havia terminado
o curso, veio com a esposa de Dr Tarciso e o motorista é claro. Quando saiu do
Hospital de Caridade, fui trabalhar no Pavilhão Rafael Fernandes, sanatório que
tratava de tuberculosos.
Ao chegar lá no Rafael Fernandes, logo percebeu
que meu Mano também veio trabalhar no Pavilhão, era bem melhor começar a
trabalhar com alguém conhecido. Neste hospital a enfermeira chefe era dona
Lindalva. O diretor era Dr Antônio Luz, trabalhava no setor administrativo
também seu Sezário(a tranquilidade em pessoa). Minha mãe quando chegou levou
Maria Eudócia como paciente, e instalou-a no leito sete.
Minha
mãe foi também morar no Ceara, trabalhando em um
orfanato, era noviça próximo a ser freira. Ela soube que tia Cecilia e tio
Pedro Nunes, estavam passando necessidade. Resolveu deixar o habito e voltar
para cuidar deles, apesar deles terem uma família muito grande, mais pobre .
Quando chegou comprovou o que me disseram, estavam bastante magros, não tinha
mais luz na casa, a luz ela tinha mandado botar, mais como eles não pagaram.
foi cortada, o carroceiro que servia a
água deixou de botar água para eles por falta de pagamento, em fim
inúmeras carências. A primeira
providencia foi ver se ainda restava algum dinheiro na Casa Bancaria S Gurgel, pediu a
Nadir Brasil para ir com ela saber se ainda tinha algum dinheiro e ao chegar lá, qual não foi à surpresa, havia
dinheiro suficiente para quitar todas às dividas, mandar religar a luz e
comprar mantimentos e foi o que fez. Tudo voltou ao normal. Foi rever o emprego
no Pavilhão Rafael Fernandes e recomeçar a trabalhar, Deus tarda mais não
falha.
Muita coisa tinha mudado em nossa rua. Minha
mãe comenta que trabalhou muito no Rafael Fernandes, houve uma época que uma
contribuinte incansável de minha luta foi dona Luzia Pereira, não sei o ano,
mas sei a década de 60, foi testemunha de muito trabalho meu.
Ela trabalhava no Rafael e no meu dia não de
plantão, trabalhava como enfermeira da avó de Porcino Costa, dona Janoca (mamãenhoca), na casa de Francisco
Petronilo e Dona Anália (padrinho Fransquinho e madrinha Anália). Trabalhei
também por algum tempo como enfermeira
de dona Sinha e também Dona Sinhazinha. Com esse povo adquiriu muito mais
conhecimento. Neste tempo, mais ou menos
foi o aniversário de de Lúcia Monte.
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